
Quero riscar as paredes do teu quarto, o teto da tua cidade, as portas do teu coração. Quero pôr teu mundo de cabeça pra baixo, gritar pelas ruas e praças, revirar o teu portão. Quero ter você pra mim, te roubar em meio uma esquina, te levar para a minha estrada, essa cheia de atalhos que levam diretamente para o que eu chamo de felicidade. Te mostrar o quanto tudo pode ser bonito, o quanto posso te fazer sorrir, te fazer pulsar. Mostrar como é grande o que eu guardo para te dar, como é intenso, forte, alto, largo. O quanto já rasgou todas as paredes por não caber mais, por querer sair, por querer voar. Talvez eu até deixe, quem sabe não chega até você junto com os balões que solto de vez em quando com seu nome, escrito ‘eu te amo’ no verso.
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